O legado dos mestres

Os Mestres da Cultura Tradicional Popular são a representação mais genuína do povo cearense. Tem vaqueira, sineiro, rezadeira, brincantes de reisado, de  maneiro-pau, maracatu, banda cabaçal, dança de São Gonçalo e do coco, pastoril e boi. Manipulador de calunga, rendeiras, palhaço, escultor, cordelistas, dramista, artesão, artista plástico, xilógrafo, cantora de benditos, penitentes, cacique e pajé.

A Lei n.13.351, que em 2003, instituiu o registro dos Mestres da Cultura Tradicional Popular foi uma forma encontrada pelo Governo do Estado do Ceará para o reconhecimento do valor cultural do trabalho realizado por cada um deles. Através desse registro, os Mestres recebem um apoio financeiro mensal, ao mesmo tempo em que se comprometem a transmitir seus conhecimentos, fomentando, entre as novas gerações, práticas culturais à beira da estagnação.

Foram reconhecidos 79 Mestres em todo o Ceará, desde a criação da lei.

Todos eles exercem ofícios que se misturam entre as obrigações e prazeres da lida diária, inventam artefatos e mundos, numa espécie de magia que religa homem e natureza. Constroem um processo ativo de transmissão de práticas, de valores. Passam seus modos de fazer para outras gerações, que criam e reinventam o que aprenderam, fazendo com que a cultura tradicional permaneça viva e dinâmica.

O ofício de cada um dos Mestres é sobretudo criação, seja através da festa, da música e da dança, seja através do trabalho manual, do trabalho experimental. Em tudo o que produzem existem mãos, ideias e fantasia.

É esse universo dos 79 Mestres da Cultura, diplomados pelo Governo Estadual, que a Fundação Waldemar Alcântara está pesquisando desde 2013 e documentando in loco com o objetivo de realizar uma publicação e divulgar a trajetória de cada um.

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